Devocionais

Raízes que geram Frutos

Salmos 92.12-14 “Os bons florescem como as palmeiras; eles crescem como os cedros dos montes Líbanos. Eles são como árvores plantadas na casa do Senhor que florescem nos pátios do Templo do nosso Deus. Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida” (NTLH).

O cedro do Líbano é uma árvore conífera, majestosa, nativa das montanhas mediterrânea do Líbano. Sua madeira, homogênea e aromática, foi bastante utilizada na antiguidade pelos Fenícios, para construir as suas embarcações militares e comerciais, além de templos e habitação. Já os Egípcios utilizavam a sua resina para mumificar os seus mortos. Existem papiros que comprovam uma grande comercialização de madeira de cedro entre o Líbano e Egito. De acordo com o Talmude, os judeus queimavam madeira de cedro do Líbano no Monte das Oliveiras para anunciar o inicio do ano novo. Vários reis da região, como de países distantes, procuravam a sua madeira para suas construções civis e religiosas. Salomão por exemplo, construiu o Templo com madeiras de cedro. Era também uma árvore que era utilizada frequentemente pelos Romanos, Gregos, Assírios e Babilônicos. Hoje o cedro do Líbano é o símbolo nacional do Líbano, onde é ostentado na bandeira nacional. Ele também foi o símbolo da Revolução dos cedros, além de ser adotados como insígnia de diversos partidos políticos do Líbano. Está também no brasão da Igreja Maronita, vertente da Igreja Católica no Líbano.

É interessante observar as características do cedro do Líbano e compararmos com nossa vida espiritual e entender o porquê Deus utiliza de muitas figuras de linguagens para expressar princípios espirituais para a nossa vida.

O cedro do Líbano é uma árvore que cresce gradativamente. Ele pode atingir até quarenta metros de alturas e quatorze metros de diâmetros de tronco. Nos seus três primeiros anos de vida, suas raízes chegam cerca de um metro e meio de profundidade, enquanto a planta cresce apenas cinco centímetros de altura. Só a partir do quarto ano que o cedro do Líbano passa a crescer cerca de vinte centímetros ao ano. Só aos quarenta anos que ele começa a florescer e dar suas primeiras sementes. Sem dúvida é uma árvore forte, firme e de muita confiabilidade.

Deus deseja que cresçamos como o cedro do Líbano, que tenhamos as nossas raízes enraizadas na Sua presença a fim de levar ao mundo a beleza de Cristo em nossa vida.

A grande verdade é que muitas das vezes valorizamos o que árvore está produzindo e esquecemo-nos de suas raízes. Valorizamos mais o que é aparente, o que é visível que esquecemos o que está oculto. Temos que entender que na vida, os nossos frutos são o resultado de nossas ações. Se olharmos para o fruto e não gostarmos do que vemos e achamos que os frutos que estamos produzindo são poucos, pequenos de mais e que seu sabor deixa a desejar, precisamos mais do que nunca parar e avaliar o que estamos fazendo de errado.

Temos que entender que “o que está embaixo da terra é que cria o que está em cima dela”. É o invisível que produz o visível. Se você deseja mudar os seus frutos, primeiro tem que trocar suas raízes. Quando desejamos alterar aquilo que está visível, antes de tudo precisamos modificar o que esta invisível. Portanto, é inútil concentramos a nossa atenção nos frutos que já estão maduros. Não há como mudar aqueles que já estão pendendo dos galhos, mas podemos modificar aqueles que ainda vão nascer. Mas para isso, precisamos cavar a terra e reforçarmos as nossas raízes. T. Harv Eker diz que “o seu mundo exterior é apenas o reflexo do seu mundo interior”. Se as coisas não vão bem ao mundo exterior, é porque não está indo bem no mundo interior. O fruto é importante, mas a falta dele pode indicar problema na raiz. Nosso relacionamento com Deus não depende de fatores exteriores, mas na profundidade que será característica da nossa espiritualidade.

No livro de Mateus 6, vemos que os fariseus valorizavam muito as orações, jejuns e esmolas realizadas em público. Já os discípulos foram ensinados a fazerem tudo de forma discreta de modo que só Deus pudesse vê-los. “Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa” (Mateus 6.2-4). A única forma de cultivar raízes espirituais em nossa vida é através de uma vida de dedicação intima para com Deus.

Muitas pessoas querem apenas as bênçãos visíveis, e não buscam os nutrientes espirituais que lhe trazem firmeza. A falta de raiz leva à morte, conforme descrito em Lucas 8.13 “As sementes que caíram onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a recebem com muita alegria. Elas não têm raízes e por isso crêem somente por algum tempo; e, quando chega à tentação, abandonam tudo” (NTLH).

Aquela semente que caiu entre as pedras, brotou rapidamente, mas por falta de raízes, morreu sob o calor do sol. Hoje encontramos diversos cristãos que apenas frequentam uma igreja. Não criam raízes e quando acontece alguma coisa ele desaparece. São conforme descrito pelo profeta Isaias que diz: “eles são como plantas que brotaram há pouco e quase não tem raízes. Quando Deus sopra neles, eles murcham, e a ventania os leva para longe, como se fossem palha” (Isaías 40.24). Se verdadeiramente queremos frutificar na presença de Deus, precisamos mais do que nunca cultivar a raiz. Não podemos ser nômades, andando de um lado para outro. Você já viu alguma árvore andando para cima ou para baixo por aí? Creio que não. Ela permanece imóvel onde ela está plantada.

Muitas pessoas vivem um quadro de instabilidade em suas vidas. Não se firmam no trabalho, na igreja, na escola em lugar nenhum. São pessoas que nunca criaram raízes, nunca tiveram uma profissão definida, em tampouco sabem o que Deus tem para a sua vida. Quem nunca criou raiz, jamais vai desfrutar daquilo que Deus tem para a sua vida.

Deus deseja que cresçamos e frutificamos. Assim como as árvores precisam ter raízes fortes e profundas para sobreviver, o cristão precisar ter também. Hoje as grandes maiorias preferem serem eternos visitantes na igreja, e evitam o batismo ou a membresia com medo de se envolverem. Precisamos criar raízes. Precisamos aprofundá-las na casa do Senhor. A igreja local é nossa família e família a gente não se troca, embora que haja algum motivo raro e especial para que essa pessoa possa ir embora, caso contrário não. Temos que criar vínculos com os irmãos. Somente aqueles que estão plantados na Casa do Senhor estes crescerão e frutificarão. Precisamos ter raízes em Cristo. Ter nossas raízes agarradas n’Ele. Não podemos cair por causa dos escândalos que estão acontecendo. Não podemos abandonar a presença do Senhor.

Como faço então para que minhas raízes fiquem enraizadas? É simples. Basta que deixemos permanecer em um local adequado e a cultivemos, dando-lhe água, adubo e livrando das pragas. São cuidados iniciais e importantes. O pastor cuida para que as árvores permaneçam plantadas na Casa do Senhor, mas é dever nosso cuidar também das raízes, buscando o conhecimento através da Palavra de Deus.

Para encerrar, gostaria de compartilhar a história do Dr. Gibbs, um médico que tinha como hobby plantar árvores em sua enorme propriedade. Até que um dia, seu vizinho chamado Phillip, chegou até ao Dr. Gibbs e lhe perguntou o porquê ele não regava as suas mudas. E o Dr. Gibbs respondeu: “Se eu regá-las elas ficarão mimadas e sempre dependerão da água que vier de cima. Então eu as faço criar raízes profundas para que elas encontrem água e nutrientes necessários para a sua sobrevivência”. Phillip ficou admirado pela admirado pela metodologia adotada pelo Dr. Gibbs e compreende a importância da árvore criar raízes.

Até que num dia ele resolve novamente perguntar ao Dr. Gibbs o porquê ele batia nelas com o jornal enrolado. O médico muito sábio novamente responde a Phillip dizendo: “Eu bato com elas com o jornal enrolado para chamar a atenção dela”. E novamente, Phillip fica admirado pela postura do Dr. Gibbs em relação às árvores que ele plantava. Com o passar dos anos Dr. Gibbs faleceu, e Phillip de vez em quando passa na propriedade do Dr. Gibbs e vê aquelas árvores que eram mudas árvores fortes e resistentes como o granito. Grandes e robustas. Ele aprendeu que na adversidade e a privação as beneficiaria de um modo da qual jamais conseguiram. A partir daquele dia, Phillip ora para os seus filhos sejam como estas árvores para que no momento de dificuldades, eles possam tirar forças escondidas para vencer qualquer adversidade. Assim como Phillip que entendeu a importância das raízes, que possamos firmar as nossas raízes no Senhor, buscando os nutrientes necessários para que possamos ficar firmes, fortes e confiáveis como um cedro do Líbano. Que esta mensagem possa fortalecer a sua vida em o Nome de Jesus.

Que Deus abençoe poderosamente a sua vida.
Evangelista William Bueno.

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